Saúde em Pauta

Diferença entre o diabetes tipo 1 e tipo 2

Saúde

O diabetes é uma doença crônica que tem como característica o elevado nível de açúcar no sangue. Isso acontece, porque o organismo não produz insulina ou não consegue empregá-la adequadamente. A insulina é o hormônio responsável por fazer o controle da glicose no sangue.

Quando a produção de insulina é afetada, a queima do açúcar é prejudicada. Assim como, a transformação da substância em proteínas, músculos e gordura também é danificada. Além disso, a pessoa ainda pode sofrer com quadros de hiperglicemia, o que pode prejudicar diversos órgãos, nervos e a circulação sanguínea.

População

O diabetes atinge cerca de 16 milhões de brasileiros, segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (IDF). A avaliação é de que até 2030 cerca 21 milhões de adultos no Brasil tenham diabetes.

Tipo 1 – é quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina por uma deficiência no sistema imunológico. Isso faz com que os anticorpos ataquem as células que produzem o hormônio. O diabetes tipo 1 ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes.

Tipo 2 – nesse caso, as células são resistentes ao hormônio e existe a diminuição da secreção de insulina. O diabetes tipo 2 incide principalmente em pessoas acima dos 40 anos e atinge cerca de 90% dos pacientes.

Sintomas do diabetes

Muitas vezes, o desenvolvimento do diabetes é silencioso, por isso requer muita atenção. Os sintomas podem ser confundidos com outros problemas, o que pode agravar o quadro. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, cerca de 50% das pessoas que sofrem com a doença desconhecem essa condição.

Por isso, é importante ficar atento a sinais como:

• Excesso de sede;
• Vontade de urinar com frequência;
• Alteração visual;
• Dificuldade de cicatrização;
• Infecções frequentes;
• Formigamento nos pés.

Fatores de risco

O principal fator de risco para a doença é o excesso de peso, o que representa cerca de 65% dos casos entre homens e mulheres. Sendo assim, principalmente nos casos de sobrepeso e níveis elevados de glicose no sangue, o acompanhamento médico é imprescindível.

No entanto, pacientes sedentários, hipertensos, com colesterol alto, que tenham histórico familiar ou mulheres que tiveram diabetes gestacional também precisam ficar em alerta.

Essas situações podem indicar sinal de pré-diabetes e a avaliação periódica ajuda na prevenção e no controle, quando o indivíduo já tem a doença. Nesses casos, outro fator importante é a mudança de hábitos com a adoção de uma dieta balanceada e a prática de atividades físicas.

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